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Objetivos

As rápidas evoluções dos mercados da energia e o surgimento dos primeiros projetos de produção de biocombustíveis africanos produzem tanto um efeito estimulante para o desenvolvimento destas cadeias produtivas de bioenergia, quanto dão origem a riscos potenciais. Os incentivos estão relacionados à superioridade das vantagens comparativas das bioenergias, produzidas localmente, em relação aos derivados de petróleo, importados. Os riscos têm origem na desestabilização ligada à vulnerabilidade das economias rurais que se lançam na produção de bioenergia, diante das dinâmicas cruzadas dos mercados internacionais de recursos agrícolas e energéticos. A volatilidade dos preços agrícolas, bem como dos produtos derivados de petróleo, levam a duvidar da rentabilidade e da competitividade dos biocombustíveis em relação às aplicações concorrentes das plantas (óleo energético X óleo alimentar) e a seus bens de substituição (biocombustíveis X derivados de petróleo). De fato, o recente funcionamento dos mercados globais (produtos agrícola e produtos derivados de petróleo) evidenciou sua interrelação, que é de natureza a influenciar o desempenho econômico dos biocombustíveis.

Neste contexto instável, as autoridades nacionais estão conscientes de que i) embora os biocombustíveis não pareçam necessariamente ser uma oportunidade rentável de curto prazo na escala micro-econômica, eles podem representar um verdadeiro desafio de desenvolvimento em mais longos prazos, e ii) o surgimento das cadeias produtivas de biocombustíveis apresentam riscos se não forem tomadas as devidas precauções. Este é o motivo pelo qual muitos países e organizações regionais, tais como a CEDEAO e a UEMOA, estão tentando promover mudanças em sua legislação, de forma a se dotar de verdadeiras ferramentas de pilotagem e monitoramento.

Retrospectivamente, torna-se não apenas possível e sim necessário avaliar o potencial de produção de biocombustíveis e dispor de ferramentas de projeção e simulação em função dos avanços técnicos realizados e dos cenários plausíveis de evolução sócio-econômicos de desenvolvimento.

Assim, durante esta terceira edição da conferência sobre biocombustíveis, tratar-se-á de debater as potencialidades técnicas, econômicas, sociais, ambientais e políticas dos biocombustíveis para a África.

Organizadores :